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Junta de Freguesia - História da Terra

 

Historial


      Mundão, originalmente "Mondão" - derivado, possivelmente, de montanhoso, limpo, mundano, asseado ou cidadão do mundo, encontra-se documentado desde o ano de 1258, aquando das inquirições de D. Afonso III - "Martinus Pelagii quondem judex de Viseo juratus et interrogatus dixit, quod in Mondon habet rex unam caballarian et habet unam focariam de julgata…". Sem se saber ao certo qual a significação a atribuir a este topónimo, uma coisa é certa, foi a voz do povo que prevaleceu, conservando-se a forma por eles utilizada - Mundão.
Esta freguesia situada a nordeste de Viseu, a uma distância de cinco quilómetros da sede de concelhia, ocupa uma área de 1579 hectares e congrega os lugares de Britamontes, Casal, Catavejo, Mundão, Nespereira, e Póvoa, apresentando como freguesias limítrofes Cavernães, Rio de Loba, Lordoba e Abraveses.
Das origens de Mundão, tem-se conhecimento que remontam à época megalítica, havendo igualmente vestígios da Romanização. Da primeira, ao longo da Estrada Longa, existem duas construções sepulcrais em pedras denominadas de "mamoas", que simbolizam a cultura megalítica. Quanto à romanização, existem vestígios como dólmens e vias romanas. No lugar da Póvoa (Confulco), terá existido uma via que ligaria a uma outra via romana, mas principal. Já na Quinta do Catavejo se encontrou uma via, mas militar, de ligação a Viseu, Santiago e Nelas. No sítio designado de Estrada Larga, encontram-se também alguns troços de Esculpa. Em Telegre, onde terá existido um povoado romano, sabe-se que estes, em tempo de guerra ou paz, hasteavam uma bandeira.
A criação efectiva da freguesia deu-se no ano de 1510 e tornou-se paróquia, já titular de Nossa Senhora da Conceição, dois anos mais tarde (1512). Na igreja matriz existia uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, à qual D. Maria Cardoso, esposa de António Rebello Velho, fez uma promessa. Em sua homenagem construíram então, no ano de 1674, uma capela, sendo desta forma, Nossa Senhora da Conceição proclamada padroeira desta população.
     No ano de 1695, vinha o Bispo de Viseu, D. Jerónimo Soares, confirmar os estatutos da formada irmandade de Nossa Senhora da Conceição. Junto desta capela, benzida a 9 de Setembro de 1685, onde foi realizada uma missa por D. Sebastião de S. Paulo, Religioso antonino e Bispo de S. José, existe uma fonte. No ano de 1611, o Bispo D. João Manuel tentou levar a água desta fonte para um aqueduto e só não levou a cabo esta tarefa, porque os habitantes de Mundão ficariam sem água. Com a morte dos fundadores da capela de Nossa Senhora da Conceição, os herdeiros destes pretendiam levar a imagem que estava na igreja matriz para a capela, mas a população opôs-se e não possibilitou esta alteração. Ainda hoje, a imagem da Santíssima Virgem lá se encontra. Aquando do centenário do dogma da Imaculada Conceição, homenagearam-se as freguesias que tinham como padroeira, passando todos os baldios da corte a fazer parte dos bens da junta de Freguesia. Aliás foi em alguns desses baldios que se construiu a primeira zona industrial de Viseu, instalada em Mundão.
     Actualmente, esta capela pertence ao Eng. José Baltazar Pessanha de Melo Menezes e Castro. Mundão acolheu várias famílias nobres, detentoras de brasão. Datada do séc. XII, encontra-se a "casa dos cavaleiros", originária da família dos Albuquerques de Viseu. Esta casa foi, mais tarde, herdada por José António Cabral Pinto Cavaleiro que, por sua vez, por motivo de doença, se viu obrigado a vender a casa ao professor Emídio Correia Gomes. A posse desta passou para as mãos de uma sobrinha, professora Maria Clara Cardoso Correia de Almeida, esposa de Manuel de Barros Rolo, secretário judicial. Actualmente, esta casa, curiosamente com pedras de granito nas manjedouras e argolas de ferro espalhadas nas paredes das lojas da cavalarias, constituiu propriedade da Drª Maria Luisa Mota Correia de Barros.
Além desta, a casa de Mondão e a casa de Goóis, do século XVII, descendente da casa -mãe de Sortelha e a Casa da Fonte, ostenham também o brasão.
 
  
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